Você já levou seu filho ao Parque do Livrinho?

Tempo de leitura: 4 minutos

Ler para os filhos é fundamental para o desenvolvimento das crianças e visitar o Parque do Livrinho é mais fácil (e próximo) do que você imagina.

Por Eduardo M. R. Lopes

Muito antes da minha filha entender o que era uma letra, já sentava com ela ao colo e com um livro na mão repleto de figuras para estimular (ainda mais) a sua curiosidade pelo mundo literário.

Para quem já é um leitor voraz como eu, que toda semana entra em alguma livraria, lê quase todas as orelhas dos livros no balcão das Novidades e está sempre levando livros novos para casa, você irá dizer que é o caminho natural.

E é verdade.

Porém, nem todos os pais leem para os filhos – talvez porque não tenham criado o hábito da leitura, talvez porque não tenham a noção do quanto isso é importante para o desenvolvimento da criança ou ainda porque não perceberam o quanto é rico para os dois este momento juntos antes de dormir.

Entretanto, uma coisa é certa: se você disser para esses pais não-leitores que perto de casa abriu um “Parque do Livrinho”, todos ficarão empolgados e curiosos com a novidade.

Sei disso porque, desde a época em que a Sophia mal engatinhava, quando chegava ao trabalho na segunda-feira e os colegas que eram pais (e mães) me perguntavam o que tinha feito no final de semana com a pequena, dizia que a tinha levado ao “Parque do Livrinho”.

A reação era imediata: quem estava com a cara de sono, despertava; quem estava com a cara desanimada, abria um largo sorriso e por aí vai; e a pergunta seguinte sempre era: “mas aonde fica?”.

Quando eu dizia que o tal “Parquinho do Livrinho”, na verdade, era a livraria do shopping ali da esquina, os sorrisos sumiam, alguém dizia “você é um fanfarrão”, a conversa estava encerrada e todos voltavam para os seus afazeres.

O truque com a magia das palavras

A palavra “parque”, assim como algumas outras, é uma palavra mágica porque é associada na grande maioria das vezes à diversão (em Portugal também é estacionamento).

Por isso que, desde que a minha filha começou a passear conosco ainda bebê, quando entrávamos em qualquer shopping, fazia logo questão de parar sempre em frente à uma livraria e dizia: filha, vamos ao Parque do Livrinho?

Como a livraria repetia, de certa forma, o ambiente que ela tinha em casa (livros e brinquedos), só que numa escala gigantesca (ainda mais aos olhos de uma criança), e a palavra parque ela já entendia, foi amor à primeira vista e, desde então, nunca mais passamos em frente a uma sem ela pedir para entrar e brincar.

E sabe quanto custa isso?

Zero, desde que você combine antes que o que estiver lá, ficará lá.

É claro que, com o tempo, você irá virar cliente habitual da livraria, mas não precisa comprar algo todas as vezes em que for – até mesmo porque, se for semanalmente como eu, então não sobrará dinheiro para mais nada, né?

E o mais incrível é que até hoje, e olha que ela acabou de completar 5 anos, ela ainda continua dizendo “Parque do Livrinho”, mesmo que eu já tenha substituído esta palavra há algum tempo apenas por “livraria” quando falo com ela.

Moral da história

Desta forma, sempre que me perguntam o que fazer para o filho gostar de ler, repito:

1- Leia para e com ele um livro antes de dormir –  não precisa ser todo dia, mas também não pode ser uma vez por mês;

2- Nas próximas vezes em que for ao shopping, reserve pelo menos meia-hora para sentarem juntos na área infantil da livraria, deixe-o escolher os livros e os bonecos, e aproveite a diversão.

Quanto menor for a criança, mais fácil será, e depois não se surpreenda se, num final de semana qualquer, seu filho te procurar e perguntar:

– Pai, hoje vamos ao Parque do Livrinho?

Em tempo I: aproveite também para descobrir a biblioteca da sua cidade, que é um parquinho ainda melhor porque te permite levar os livros para ler em casa! 😉

Em tempo II: para saber mais sobre a importância da leitura com os pequenos, clique para ler em “Ler para as crianças: veja a importância deste hábito” e também em “10 motivos para ler histórias aos filhos”.

Em tempo III: o crédito da foto vai para a minha sobrinha, Júlia Sodré, que tirou-a de surpresa enquanto líamos uns livrinhos do Harry Potter na Livraria da Travessa (Rio de Janeiro/Brasil).

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6 Comentários


  1. Oi Edu! Sempre que me perguntam como eu fiz pra minha filha gostar de ler eu recomendo e recordo das leituras dos livrinhos todos os dias antes de dormir que fazíamos com ela.Acho que desde bebê! Outra coisa que incentiva e que fizemos muito era escolher um livro para presentear um amigo.Nem precisa dizer que sempre foi uma diversão pra Júlia e que ela também influenciou positivamente muitos amigos.Adorei a foto!!

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  2. Concordo plenamente! O estímulo à leitura vem de casa e começa desde cedo. Esse hábito tão rico uma herança que não tem preço. Obrigada pelos créditos da foto 🙂

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  3. Amigão,

    Li o título e joguei no Google pra descobrir onde ficava esse Parque do Livrinho. rs

    Ainda não sou pai, mas minha sobrinha já completou 7 anos.

    Bom saber das suas novidades!
    Abração e SV

    Responder

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